Qual é o panorama atual do comércio eletrônico no Brasil?

Qual é o panorama atual do comércio eletrônico no Brasil?

Em meio a um cenário de gradual recuperação econômica, o comércio eletrônico no Brasil ostenta uma posição privilegiada e deixa claro que conquistou seu lugar ao sol.

Uma análise histórica dos dados de faturamento mostra que o setor manteve uma evolução estável mesmo diante dos períodos mais turbulentos da crise, como veremos a seguir. E as projeções para os próximos anos evidenciam um futuro ainda mais promissor.

Se você, empresário, ainda não decidiu se vale a pena ingressar nesse segmento, continue lendo este artigo e veja um panorama atual do comércio eletrônico no Brasil.

Estatísticas de crescimento

Tido como a principal referência na avaliação da reputação do comércio eletrônico, o site E-bit reúne dados que comprovam a excelente performance do comércio virtual brasileiro nos últimos 10 anos.

Segundo o estudo Webshoppers, que é realizado desde 2001, o segmento cresceu 387% nos últimos 10 anos. Houve um salto de faturamento de R$ 14,8 bilhões, em 2008, para R$ 53,5 bilhões, quantia projetada para 2018.

Naturalmente, o período que antecedeu a crise teve margens mais positivas. Entre 2008 e 2013, por exemplo, a elevação foi de 250%. Já nos últimos anos, as taxas anuais de crescimento têm sido mais tímidas.

Ainda assim, o que não se pode ignorar é: em nenhum momento o setor parou de crescer. Mesmo diante do acréscimo da inflação, das altas taxas de desemprego e de um cenário sociopolítico nada favorável, o varejo virtual seguiu conquistando adeptos e comprovou sua força na economia nacional.

Veja, abaixo, os dados dos últimos quatro anos e as projeções para 2018.

Fonte: Webshoppers/E-bit
Ano Faturamento Aumento percentual
2014 R$ 35,8 bilhões 24% ante 2013
2015 R$ 41,3 bilhões 15% ante 2014
2016 R$ 44,4 bilhões 7,4% ante 2015
2017 R$ 47,7 bilhões 7,5% ante 2016
2018 (projeção) R$ 53,5 bilhões 12% ante 2017

Performance por categoria

O estudo Webshoppers também mostrou o desempenho do e-commerce em 2017 por categoria. Em número de pedidos, o setor de moda e acessórios ficou com a maior fatia (14% do total adquirido), porém, em termos de faturamento, a liderança ficou com o segmento de telefonia e celulares.

As três categorias que tiveram o maior crescimento entre 2016 e 2017 foram telefonia e celulares; casa e decoração; saúde/cosméticos e perfumaria. Veja a tabela que mostra o desempenho de cada uma:

Fonte: Webshoppers/ E-bit
Em volume financeiro
1 Telefonia/celulares 21,2%
2 Eletrodomésticos 19,3%
3 Eletrônicos 10%
4 Informática 8,9%
5 Casa e decoração 8,4%
6 Moda e acessórios 6,1%
7 Saúde/cosméticos/perfumaria 4,8%
8 Esporte e lazer 4%
9 Veículos e automóveis 2,3%
10 Alimentos e bebidas 2,2%
Em volume de pedidos
1 Moda e acessórios 14,2%
2 Saúde/cosméticos/perfumaria 12%
3 Eletrodomésticos 10,8%
4 Casa e decoração 10,5%
5 Telefonia/celulares 9,2%
6 Livros/assinaturas/apostilas 8,3%
7 Esporte e lazer 6,4%
8 Informática 4,5%
9 Alimentos e bebidas 4%
10 Eletrônicos 3,6%

Fatores de crescimento

Esse avanço do comércio eletrônico está ligado a diversos fatores sociais, econômicos e tecnológicos. Trata-se de uma união entre um cenário econômico mais favorável, dispositivos e tendências que estão alterando a forma como o brasileiro faz suas compras.

O levantamento do E-bit mostra que, em 2017, mais de 55 milhões de consumidores fizeram ao menos uma compra virtual, o que representa um aumento de 15% em comparação a 2016. Para 2018, a estimativa é que o Brasil atinja a marca dos 60 milhões de consumidores virtuais.

Abaixo, falaremos sobre alguns desses fatores:

Recuperação econômica

A redução da inflação e da taxa de juros, aliada ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e do volume de exportações e importações, tem estimulado as pessoas a voltar a consumir mais (isso é: a sair do consumo apenas de itens essenciais).

Mudança na postura dos compradores

Imediatista, exigente e bem-informado. Essas são três das principais características do novo consumidor brasileiro. Assim, estamos lidando com pessoas que não querem perder tempo, buscam por experiências diferenciadas e pesquisam antes de comprar.

Boom de dispositivos móveis

O uso de smartphones para fazer compras virtuais nunca esteve tão em alta. Mais barato do que um notebook, esse aparelho foi o que rendeu o maior volume financeiro online em 2017. Já as vendas via dispositivos móveis foram responsáveis por 27,3% de todas as transações efetivadas no último ano.

Queda nas vendas presenciais

Evidenciando o outro lado da moeda, a Associação Brasileira de Lojistas de e-Commerce (Ablec) revela que o comércio tradicional, realizado por meio de lojas físicas, está em queda.

Não se trata de uma queda acentuada (algo em torno de 2%), mas isso serve como presságio dos caminhos que começam a ser trilhados pelo comércio varejista e da crescente participação do e-commerce no dia a dia do consumidor nacional.

A evolução dos marketplaces

Como vimos acima, estamos lidando com uma nova realidade de consumo. O cliente se transformou, impulsionado pelas evoluções tecnológicas, e o e-commerce ganha cada vez mais destaque no ramo varejista.

Os conceitos de marketplace e omnichannel

Duas tendências, por vezes apontadas como fórmulas para o avanço do setor, são a expansão dos marketplaces e o conceito de omnichannel.

Marketplace é um modelo de negócio que chegou ao país em 2012 e, aos poucos, foi sendo absorvido pelas grandes empresas digitais. Ele funciona como uma espécie de shopping center online, que reúne diversas marcas e lojas em um mesmo endereço, facilitando a busca por melhores preços e produtos.

O endereço, em geral, é uma loja online já consolidada, que tem uma ampla base de usuários. Por isso, para quem acaba de abrir um e-commerce ou está no segmento há pouco tempo, essa é uma excelente oportunidade de introduzir seus produtos e consolidar sua marca.

Para os consumidores, as vantagens também são muitas. Eles podem acessar a loja com a qual já estão acostumados e encontrar produtos que serão vendidos e entregues por outras empresas. Também é possível colocar no mesmo carrinho e pagar em uma só operação tanto itens da loja original como os oferecidos por parceiras.

Existem, claro, taxas de comissão envolvidas, que precisam ser muito bem compreendidas por quem pensa em associar sua empresa a um marketplace. Mas os resultados costumam ser a elevação do volume de vendas e das margens de lucro.

Já o conceito de omnichannel equivale ao uso de todos os canais digitais disponíveis, de forma integrada, para a venda. Isso possibilita, por exemplo, que o cliente adquira um produto pelo aplicativo da loja e retire-o em uma unidade física.

Estamos falando sobre proporcionar uma experiência única de compra, algo que os compradores de hoje em dia querem e valorizam.

Como vimos, o comércio eletrônico já se inseriu no cotidiano do consumidor atual. Por isso, ele está em uma curva ininterrupta de ascensão, sendo que a tendência é de um avanço ainda mais acentuado ao longo dos próximos anos.

Logo, essa é uma decisão acertada para quem está precisando reestruturar seu negócio, impulsionar as vendas e alinhar-se com o panorama atual do mercado.

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